25 de abr de 2010

Trancoso: comes e bebes

Taí um quesito que costuma assustar a maioria dos turistas que vão para Trancoso: a alimentação. Comer na Vila não é muito barato e pode lhe custar “o olho da cara” nos restaurantes mais famosos. Muito por culpa dos paulistas, que fizeram de Trancoso um verdadeiro quintal de São Paulo, as opções de bares e restaurantes por lá são tão variadas quanto caras. Desde o tradicional Restaurante da Silvana, comandado por uma nativa, até o cultuado Capim Santo, prepare sua cabeça – e seu bolso – para gastar mais do que gostaria com refeições. A não ser que você adote um estilo desregrado de alimentação, esforçando-se ao máximo para comer o mínimo, posso apostar que, em média, não é possível gastar menos que R$ 40,00 por pessoa para cada refeição que se faça. E se você ainda preferir almoçar a beira-mar em uma das famosas barracas de praia de Trancoso, é provável que passe a trabalhar com três dígitos nessa conta.

Obviamente, durante nossa permanência por lá, não foi possível conhecer o cardápio de muitos restaurantes. E, como nossa grana também era curta, optamos por experimentar apenas o do pelotão intermediário. Capim Santo, El Gordo, Cacau e o bar da Estrela D’Água terão que ficar para uma próxima visita. Nessa, o máximo da nossa extravagância foi no bar da Pousada Bahia Bonita (foto ao lado), na Praia do Rio Verde, onde gastamos R$170,00 por duas porções generosas de petiscos e bebidas de praxe. Caro? Talvez. Mas essa avaliação não pode ignorar o cenário da farra: a Bahia Bonita tem uma das melhores barracas de praia dessa parte do litoral de Trancoso, com um ambiente inspirado no melhor estilo sudeste asiático. É difícil não sucumbir à tentação de se aconchegar em uma daquelas espreguiçadeiras ou camas de casal acolchoadas. O privilégio não é só dos hóspedes. Qualquer um que se disponha a pagar R$50,00 de consumação pode se arriscar em uma foto à la Tailândia.

Além da Bahia Bonita, nosso almoço à beira-mar também incluiu o restaurante do Hotel Rio da Barra (foto), lá na praia de mesmo nome. Seja pelo preço, seja pela ambientação do local, o padrão era praticamente o mesmo. Duas casquinhas de siri (R$18,00 cada), uma moqueca de badejo com camarão (R$90,00), além de algumas cervejas, refrigerantes e água de coco, nos custaram R$160,00 ao todo. Na areia, mesas, cadeiras e barracas de madeira mantêm o padrão Trancoso de rejeição aos apetrechos de plástico. Mas é na parte de cima, no espaço do restaurante, que está o diferencial do lugar: a paisagem, com o Rio da Barra bem ao lado, se curvando num quase “s” para encontrar o mar.

No Quadrado, nossas opções gastronômicas incluíram o Restaurante da Silvana e o Restaurante Vitória (foto). R$110,00 foi o preço que pagamos por duas casquinhas de siri e uma moqueca de badejo no primeiro; R$75,00 por um camarão na moranga no segundo. Os preços medianos valeram comidas medianas e, acima de tudo, atendimentos medianos. Na Silvana, chegamos a nos irritar com tamanha demora. Mas quer saber? Comer à sombra de uma amendoeira, à luz de velas e contagiado por um clima de total despreocupação e sossego é daquelas coisas que não tem preço. Afinal de contas, para quem está acostumado com o péssimo atendimento dos bares e restaurantes de Vitória, ser mal atendido em Trancoso não deveria ser propriamente um problema...

2 comentários:

  1. Ainda aguardando ansiosamente as informações sobre a famosa e paradisíaca Praia do Espelho!!!

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